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Perguntas Frequentes

1) Por que o nome CVDentus?
CVD vem da tecnologia de deposição do diamante, que em inglês se chama Chemical Vapor Deposition. O termo "Dent" para relacionar à odontologia e "us" de ultra-som.

2) Se o diamante CVD sobre as pontas ultra-sônicas é tão durável, por que não existem as pontas em diamante CVD para alta rotação?
As pontas em diamante CVD para alta rotação existem. Foram desenvolvidas antes das pontas CVDentus. No entanto elas têm durabilidade excessivamente alta, o que limita sua comerciabilidade. Elas poderão ser lançadas para usos específicos, devido à alta capacidade de corte de materiais muito duros.

3) Por que pontas ultra-sônicas para uso em dentística não eram usadas extensivamente antes das pontas CVDentus?
Porque as pontas existentes não suportavam a ação do ultra-som durante o corte de materiais duros. Pontas de aço ou titânio têm dureza menor que do esmalte e dentina e por isso se desgastam. Pontas com pó de diamante aglutinado na ponta ativa, mesmo com as melhores tecnologias de aglutinação, têm baixa durabilidade, o que limita seu uso a casos extritamente pequenos, ou cáries inscipientes. Estas pontas são caras e a razão custo benefício é muito baixa.

4) Por que as pontas ultra-sônicas CVDentus suportam a ação do ultra-som durante o corte de materiais duros?
Porque elas têm em sua ponta ativa uma camada espessa, auto-sustentável, de puro diamante, sem nenhum metal aglutinante. Além da camada de diamante ser espessa e extremamente resistente, este diamante tem uma altíssima aderência à haste metálica. A tecnologia de obtenção deste diamante CVD altamente aderente para suportar a ação do ultra-som durante o corte de materiais duros foi inteiramente desenvolvida no Brasil, a partir de pesquisas feitas no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

5) Se o ultra-som traz tantas vantagens ao preparo cavitário, por que não era usado antes?
O principal motivo era exatamente a inexistência de uma ferramenta adequada. O ultra-som já havia sido utilizado para o preparo cavitário durante a década de 1950, usando ferramentas de aço, com o auxílio de um pó de óxido de alumínio, que fazia a abrasão do dente. Estas ferramentas tornavam o processo muito complicado (desgaste das pontas, excesso de líquidos para serem sugados, reajuste do ultra-som, corte eficiente do esmalte mas pouco eficiente na dentina, etc.). Apesar de todas as vantagens da odontologia ultra-sônica já terem sido verificadas e comprovadas na época, a dificuldade de uso tornava impraticável sua continuidade. As pontas CVDentus são as ferramentas adequadas, que habilitam a odontologia ultra-sônica, eliminando todas as desvantagens e evidenciando as vantagens relatadas nos anos 1950.

6) Por que não dói?
Certeza absoluta sobre as razões do limiar de dor muito mais alto que no caso de outras técnicas de preparo cavitário ainda não estão totalmente estabelecidas. O fato é que este maior limiar de dor é evidente. Já existem alguns indícios provados cientificamente.
O primeiro é o mínimo aquecimento do dente, que se verifica ficar à temperatura da água de refrigeração. A temperatura da água, como também refrigera a peça de mão, fica em uma temperatura confortável, próxima à temperatura do corpo, o que evita o choque térmico, evitando dor.
O segundo é a verificação de que o movimento do ultra-som não se transfere através dos canalículos dentinários, deixando intacto o complexo dentina-polpa, enquanto na alta rotação, por exemplo, a interface da polpa é sugada para o interior dos canalículos. O fato do complexo dentina-polpa permanecer intacto é um forte indicativo para a ausência de dor.
O terceiro é a forma de uso. O uso correto do ultra-som é feito com pressão muito leve, com isso evita-se o esforço mecânico capaz de induzir dor. Isso é muito característico do uso pelo dentista. Os dentistas iniciantes na técnica relatam casos de sensibilidade, mas à medida que vão se aprimorando e reduzindo a pressão de uso relatam uma redução drástica dos casos de sensibilidade.

7) Existe algum processo de analgesia produzido pelo ultra-som?
Apesar de muitos dentistas relatarem parecer haver algum processo de analgesia, devido ao fato de observarem com frequência regiões que eram sensíveis em uma primeira tentativa, deixarem de ser sensíveis após algum tempo de uso, não existe qualquer evidência científica que comprove processos de analgesia. É provável que a maior leveza no uso seja responsável pela ausência de dor nestes casos.

8) O uso de anestesia é sempre dispensável?
Não, o uso das pontas ultra-sônicas CVDentus têm um limiar de dor muito mais alto, mas elas não anestesiam. Pacientes diferentes têm sensibilidade diferentes. Muitas vezes o uso do ultra-som é absolutamente indolor, mas outros procedimentos acessórios causam dor, de forma que a anestesia pode ser necessária. Um exemplo típico é a surpreendente remoção de uma restauração antiga profunda com ultra-som, sem que o paciente sinta qualquer dor, mas ao secar a cavidade com o jato de ar muito forte, provoca dor aguda. Neste caso deve-se soltar o ar aos poucos para evitar o choque térmico que provoca a dor. Independente da situação o uso de anestesia diminui bastante e, muitas vezes, somente o uso de um anestésico tópico resolve o problema.

9) Quanto tempo duram as pontas CVDentus?
As pontas CVDentus são intrinsicamente duráveis, mas a sua durabilidade efetiva é usuário dependente. A forma principal de desgaste é pela delaminação do diamante, que ocorre no uso com pressão excessiva no corte de materiais duros. Portanto, o segredo para a durabilidade é o uso com pressão muito leve, sempre movimentando a ponta para evitar pressioná-la pontualmente. Com o uso correto as pontas cortam melhor e têm uma vida muito longa, cerca de 30 vezes maior que de pontas convencionais.

10) Se a eficiência de corte e a durabilidade das pontas CVDentus dependem de uma técnica de uso, como posso aprender esta técnica?
Usar as pontas ultra-sônicas como se usa o alta rotação é uma experiência decepcionante, por isso é fundamental que se concientize da necessidade de aprender a usar. Por outro lado, a técnica é muito simples e o aprendizado pode ser feito pelo auto-treinamento. Visite nesta página a secção para "Profissionais Cadastrados", na secção "Aprenda Aqui", onde a tecnologia, a técnica e a metodologia de uso são apresentados de forma didática e completa. Com as informações ali contidas o profissional deverá ser capaz de usar eficientemente as pontas. Eventualmente, se considerar necessário, poderá se increver para um curso presencial.

11) Quais são as diferenças de manuseio entre as pontas ultra-sônicas CVDentus e o alta rotação?
A principal diferença é a pressão. Para o uso do ultra-som deve-se ter muita leveza. Pressionar impede o corte e reduz a vida útil das pontas, além de poder provocar desconforto ao paciente. O uso correto é com pressão mínima. O profissional deve apenas conduzir a ponta, o ultra-som é quem faz o trabalho de corte.
A segunda diferença é a necessidade de movimentação. As pontas ultra-sônicas CVDentus cortam com maior eficiência se forem mantidas em movimento constante, sempre em contato com o material a ser desgastado. Um detalhe é que este movimento seja sempre paralelo à superfície que está sendo cortada.
Outras diferenças são apenas detalhes se estas duas forem bem entendidas.

12) As pontas CVDentus usadas com ultra-som chegaram para substituir o alta rotação?
As pontas ultra-sônicas CVDentus têm uma alta capacidade de uso e um grande potencial de substituição das brocas rotativas em um grande número de procedimentos, mas elas não vêm para substituir ou competir, elas vêm para compor. O profissional moderno deverá dispor de técnicas com alto potencial de corte como o alta rotação, onde de fato isto é necessário, e de técnicas de maior precisão como a técnica ultra-sônica com as pontas CVDentus, quando isso for necessário. O que se pode discutir é qual o limite de uso de uma técnica e de outra.

13) As pontas CVDentus servem apenas para cáries inscipientes?
Muito pelo contrário, com as pontas CVDentus pode-se tratar todas as classes de Black, sicatrículas e fissuras, acessos tipo tunel, slot vertical e horizontal, ou seja, todos os tipos de cáries.

14) Então qual é o limite de uso das pontas ultra-sônicas CVDentus?
As pontas CVDentus podem ser usadas com grande eficiência e vantagens na maioria dos preparos cavitários do trabalho clínico diário, elas só não são indicadas em situações em que grandes quantidades de material sadio precisam ser retiradas, como em preparos protéticos.

15) As pontas CVDentus não cortam devagar demais, tornando o trabalho demorado?
Na comparação de velocidade de corte as pontas CVDentus têm cerca de um quarto da velocidade de corte do alta rotação, ou seja muito menor. No entanto, eficiência não é sinônimo de velocidade de corte. As propriedades das pontas ultra-sônicas CVDentus formam um conjunto que torna o trabalho muito eficiente, apesar da baixa velocidade de corte. Eficiência é a simplificação de procedimentos. Eficiência é fazer apenas o necessário, preservando estruturas sadias, dando conforto ao paciente e ao profissional, sem demorar mais para isso. Eficiência se obtém pelo uso correto das pontas e com uma visão de preservação da estrutura dentária. Avaliações de diversos profissionais indicam uma capacidade de atendimento igual ou maior ao longo de um dia de trabalho, com o uso das pontas CVDentus na grande maioria dos casos. Com esta eficiência, a baixa velocidade de corte se transforma em uma vantagem, que é a alta precisão.

16) Por que remover restaurações antigas com as pontas ultra-sônicas CVDentus?
A primeira impressão é de que se torna demorado remover restaurações antigas, de amalgama ou resina composta, com o ultra-som, no entanto, a experiêcia mostra que apesar de o corte destes materiais ser relativamente lento, eles se destacam por ação do ultra-som antes de serem desgastados, o que torna a remoção eficiente. Mas a principal razão para fazer esta remoção com ultra-som é a extrema capacidade de preservar a cavidade original intacta, sem ampliá-la no ato de remoção da restauração antiga. No mundo atual, em que a longevidade dos dentes é um fato, a preservação das estruturas dentarias é a busca primordial. Mesmo em casos de restaurações muito extensas, pode-se iniciar a remoção de volume do material restaurador com o alta rotação, mas é fundamental que a remoção próxima as paredes seja feita com o ultra-som.

17) As pontas CVDentus podem ser usadas em qualquer equipamento de ultra-som?
Em princípio sim, mas existem algumas limitações práticas. As pontas foram projetadas para operar em frequências de ultra-som entre 25.000 e 32.000 Hz, ou seja, para equipamentos de ultra-som que funcionam nesta faixa é possível projetar um adaptador entre o equipamento de ultra-som e as pontas. Já existem adaptadores para grande parte dos aparelhos de ultra-som piezoelétricos que existem no mercado. Quanto aos equipamentos mageto-estrictivos (tipo Cavitron), eles também funcionam bem com as pontas, mas existe uma dificuldade intrinseca de fazer a adaptação, pois não são aptos a sofrer o torque de aperto para a troca de pontas. Por isso não são oferecidos adaptadores para estes equipamentos.

18) Posso usar o aparelho de ultra-som que tenho no consultório?
Sim, desde que haja um adaptador para seu equipamento. Se seu equipamento é piezoelétrico existe grande probabilidade de haver um adaptador já disponível. Consulte em "Produtos" os adaptadores disponíveis.

19) Para usar o aparelho de ultra-som do consultório, do que preciso?
Precisa adquirir um adaptador apropriado para seu equipamento.

20) O aparelho de ultra-som que possuo é mais fraco do que o especificado para as pontas?
Existe um padrão para os aparelhos de ultra-som existentes no mercado, especificados para a remoção de tártaro. Os fabricantes fornecem equipamentos com 8 a 10 W de potência máxima de ultra-som. Então, em princípio, todos estão dentro das especificações para uso das pontas CVDentus.

21) Se acidentalmente eu encostar na língua ou bochecha do paciente, realmente não cortarã o tecido?
Não, as pontas ultra-sônicas CVDentus de fato não cortam os tecidos moles.

22) O custo do tratamento aumenta?
Não existe qualquer razão para aumentar o custo do tratamento. Apesar do custo inicial das pontas ser mais alto, sua durabilidade garante uma razão custo/benefício maior. O aumento do custo pode ser usado de acordo com a sua estratégia de marketing, em função da maior qualidade do tratamento oferecido.

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