Agora é importante explicitar as diferenças de hábito do profissional de odontologia para o uso eficiente das pontas CVDentus. Como já foi dito desde o início, usá-las com os mesmos hábitos adquiridos com o uso de instrumentos rotativos é decepcionante. Isto porque alguns destes hábitos inibem o próprio funcionamento das pontas CVDentus. Os hábitos que precisam ser mudados são:
·Substituir o pincelamento pelo contato contínuo. Em alta rotação é necessário pincelar para evitar o super-aquecimento do dente. Com ultra-som o aquecimento é bem menor e ele pode ter uso continuo. Mais que isso, deve-se fazer uso contínuo para compensar a sua menor velocidade de corte. Ou seja, apesar da velocidade de corte ser menor com ultra-som, o fato de fazer uso contínuo torna seu uso eficiente.
·Substituir a mão extremamente firme para permitir pequenos movimentos. A alta velocidade de corte da alta rotação faz com que o profissional tenha mão firme, para evitar movimentos inadvertidos que possam danificar ou cortar além do necessário. É necessário grande controle. Com o ultra-som a velocidade de corte é muito menor e o risco de cortar além do necessário quase não existe. Além disso, fazer pequenos movimentos aumenta a eficiência de corte.
·Reduzir a pressão sobre a ponta enquanto corta. A pressão necessária ao corte com ultra-som é muito menor que com a alta rotação. Em média, é necessário menos de um terço da pressão. Como a velocidade de corte do ultra-som é menor, a tendência do profissional, nos primeiros usos, é pressionar mais (como se estivesse usando uma broca cega). Isso piora a situação, pois pressionando mais impede-se o movimento de vibração. Somente com uma pressão muito leve a ponta vibra livremente e o corte é eficiente.
·Evitar o corte com a lateral. A melhor posição de corte é com a ponta CVDentus de topo sobre a superfície. As porções anterior e posterior da ponta também são eficientes, pois cortam por impacto. As laterais cortam menos e podem ser usadas para acabamento.